15.6.08



Chata! Chata! Chata!


me chamou de chata!
nem uma, nem duas, mas isso vezes três
achatando assim meu amor de vez
amor, aliás, não nutrido de paixão
mas de amizade com sabor de tesão
esse
descoberto do nada,
depois de anos de relação desestressada

amigos podem chamar amigos de chatos, mas
engraçado...
não lembro de por ele assim ser chamada
nos tempos de foda não consumada
por 25 anos, chata não fui
declarava desejos bestas, mundanos
e o bom amigo ouvia, atendia
ou, ao menos,
ria e entendia

curioso,
antes não se importava em servir
se isso me fazia sorrir
e se chorava, não pensava que era porque o cobrava
até oferecia o ombro e me consolava!

terá alguma coisa o gozo,
conseqüência do bem querer,
a ver com meu discurso causar desprazer?
- tomara que não!

quereres, tão simples
andam agora na corda bamba

será que só disse mesmo querer também ir na escola de samba?

a palavra antes sem trava
se não se policia agora torna-se
amarra
pedir atenção num piscar virou
prisão
e o que era curiosidade, insuportável
cobrança de fidelidade

Sei não, amigo, préstenção!
Que chateação !

11/06

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